A ponte do Brooklyn, a chuva e os cadeados do amor

Photo by Mayara Facchini

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Oi, gente! São 00:35 da noite aqui em Nova York enquanto eu paro para escrever o post de quarta-feira para vocês. E, como prometi no anterior, vou contar o que você deve fazer quando estiver no meio da ponte do Brooklyn e uma bela chuva der as caras. Lembrando que sua câmera está na bolsa e você não tem nem capa, nem guarda-chuva.

Foi exatamente o que aconteceu comigo. Antes de vir para cá, muitas pessoas sugeriram que eu cruzasse a ponte a pé porque a vista era linda, e além disso a ponte em si é muito famosa. Deixei para fazer isso no final do dia, na esperança de pegar um belo pôr-do-sol para dar um charme nas minhas fotos. Não ganhei sol nenhum. Nem um fiozinho de luz, mas continuei caminhando e dei de cara com vários cadeados pendurados na ponte.

Photo by Mayara Facchini

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Para quem não sabe, os “cadeados do amor” são colocados por casais em várias pontes do mundo para simbolizar o compromisso. A chave deve ser jogada fora (no mar ou no rio) e a única forma de o amor acabar seria encontrando essa chave para destrancar o cadeado. Fofo, né? (Apesar de essa tradição estar causando sérios problemas de poluição e excesso de peso nas estruturas de algumas pontes, mas por enquanto a coisa parece tranquila ali no Brooklyn).

Photo by Mayara Facchini

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Continuei me divertindo com os cadeados e as fotos quando de repente, aos poucos, comecei a sentir as gotinhas de chuva caindo em mim. Torci com toda a minha força para que não fosse nada… só uma garoa… Mas não era. E nessa altura, a distância para voltar já não valia a pena. Corri para o meio da ponte na esperança de que ali fosse um pouco mais “coberto”, mas nada.

Vários turistas e eu começamos a nos espremer no pequeno espaço coberto até percebermos que o vento e as gotas não estavam de brincadeira. Quando eu estava prestes a ter um ataque de nervos e começar o drama de “ó, por que eu?” uma senhora e o marido começaram a puxar assunto e fazer piada da nossa situação. Descobri que eles eram irlandeses e, como eu morro de vontade de conhecer a Irlanda, o papo se estendeu por muito tempo na tempestade! Li em algum lugar que os brasileiros e os irlandeses são os povos mais simpáticos do mundo, e acho que isso deve ser verdade!

Photo by Mayara Facchini

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Fiquei ali, encharcada e rindo da situação toda com estranhos de várias partes do mundo. Eu podia terminar dizendo que a chuva parou, que o sol saiu e que eu fui sorridente até o final da ponte, mas ela não parou. E tudo bem, porque eu fui sorridente mesmo assim! Por que todas as experiências boas precisam ser sequinhas e tradicionais, né?

Eu vou sempre lembrar desse dia! 🙂

Espero que tenham gostado! A pedidos, no próximo post vou postar meu roteiro de viagem aqui em NYC e, claro, com todas as doces crises possíveis.

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6 comentários sobre “A ponte do Brooklyn, a chuva e os cadeados do amor

  1. Aaahh não perco nenhum post!!

    Estou adorando o blog e os pots sobre a sua viagem; mega curiosa com seus projetos qdo voltar da viagem!!

    As fotos, sensacionais!! Parabéns!!

    😉

  2. Pingback: Perdida em Nova York! |

  3. Pingback: Cadeados do amor em Lisboa |

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