Eu primeiro

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A ajuda veio de um lugar inusitado, mas veio. De repente, uma frase simples e recorrente ressoou mais forte e voltei a ver o meu caminho sem a névoa infinita que me sondava. Eu estava bem ali no meio do labirinto quando dei de cara com um espelho que me lembrou do caminho de volta.

“Você primeiro” – eu me disse no reflexo e sorri. Abri os arbustos e achei graça da minha desmemória que me fez ficar presa ali naquele espaço pequeno por tanto tempo sendo que eu sabia muito bem o que fazer. Secretamente eu sei que foi necessário, mas decidi não questionar mais e abraçar o que agora é cicatriz e não mais ferida exposta.

Eu primeiro. Quantas vezes for necessário até que eu nunca mais esqueça que sem isso os arbustos voltam a me fechar. Eu corri feliz, com os cabelos voando, sentindo todo o frescor do vento batendo nas minhas bochechas quentes, até que eu estivesse bem longe dali.

Sentada nessa pedra, admirando a paisagem, apoiada nos joelhos e com o sorriso frouxo, estou assistindo a paz da cura me inundar inteira.
Não é engraçado como ser livre traz até a voz de volta?

Um suspiro

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Será que podemos aceitar que há dias em que não temos forças? Será que podemos assumir, enquanto sociedade, que vez ou outra todos temos taquicardia, falta de ar e uma palpitação no peito? Será que podemos parar de querer mostrar nas redes sociais só as alegrias? Será que podemos abraçar as nossas próprias dores e normalizar para o mundo os momentos ou dias ruins?

Eu não quero mais sentir essa constante necessidade de expulsar a tristeza e a melancolia que às vezes me visitam. Ficar pensando em novos meios de tirar elas de mim tem sido bastante exaustivo. Eu não quero precisar sentir vergonha para pedir ajuda e eu não quero mais dar conta de mim mesma sozinha. Eu quero me sentir acolhida. Salva.

Faz algum tempo que eu me sinto completamente perdida, como se eu não me conhecesse mais, como se eu não soubesse mais do que eu gosto, como se eu não soubesse mais o que me acalma, como se eu não soubesse mais o que me emociona.

Eu tenho me sentido excepcionalmente cansada, excepcionalmente desconhecida para mim mesma, excepcionalmente sem metas. Logo eu, que sempre fui o exato oposto disso tudo. Eu não sei mais se gosto da minha escrita e da forma que ela tem tomado, mas deixo vir porque me alivia. Eu não sei mais se gosto da minha voz e do que eu gosto de cantar. Do meu corpo eu continuo não gostando e eu, às vezes, não sinto mais vontade nenhuma de tentar mudar esse cenário.

Todo mundo ao meu redor anda triste. Todo mundo ao meu redor anda cansado. Todo mundo ao meu redor anda perdido, ansioso, angustiado. O mundo não é meu, mas às vezes eu queria que fosse para mudar o foco dessa tempestade negativa que já está aqui há mais tempo do que deveria.

Quando é que eu vou suspirar de alívio de novo?

Não preciso de ninguém

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Eu costumava gostar de ficar sozinha para me entender e entrar em contato comigo mesma. Sentir tudo com intensidade. Eu costumava me gabar de ser independente também. Um orgulho de peito cheio: eu não preciso de ninguém. Não gosto de contar com os outros. Tenho um receio enorme de que me joguem verdades de volta como se eu estivesse em dívida com alguém.

Cada tijolo desse muro enorme que eu levantei nos últimos quinze anos, tem desmoronado aos poucos e ao invés de me desesperar com a bagunça, estou assistindo de mãos dadas com a minha família; com as minhas amigas. Eu não quero reconstruir essa barreira, mas agora preciso aprender a confiar e talvez essa seja uma das lições mais confusas que já tive que aprender.

Por que a gente tem tanto medo de se entregar? De mergulhar na verdade dos outros de vez em quando? Uma das coisas mais preciosas dessa vida são as relações interpessoais e eu gosto tanto de admirar as pessoas que me cercam, de descobrir que mesmo com todas as diferenças nós temos sempre algo em comum!

Esse exercício de escolher e aceitar quem vai estar ao meu lado talvez seja o mais complicado de todos, principalmente quando a gente já se machucou no passado e quer se precaver de novos sofrimentos. Mas aí paro para pensar que a vida é, justamente, feita de fases e que algumas temporadas serão de dor enquanto outras serão de alegrias que transbordam o peito. É preciso alguma presença de espírito e muitos exercícios de respiração para não enlouquecer, mas principalmente para continuar encontrando beleza em estar vivo.

Dessa vez, eu estou escolhendo compartilhar os dias. Não vou mais apreciar a vista sozinha.

O tempo

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Há dias em que sinto que o tempo passa mais devagar. Não é por falta de compromissos, nem por excesso deles, parece apenas que o relógio resolveu respirar mais fundo antes de seguir com o próximo passo do ponteiro.

Nesses dias, às vezes sinto que eu não estou no meu corpo, mas sim do meu próprio lado só acompanhando a vida como se fosse um personagem secundário que gosta de analisar os fatos e apreciar a vista. Sigo então um pouco desligada e, assim como o ponteiro,  sinto como se eu mesma também precisasse respirar fundo antes de dar o próximo passo.

Em dias assim poucas coisas me tiram do sério, e olha que eu sou uma pessoa facilmente irritável. Em dias assim, poucas coisas me comovem ou me emocionam. Deve ser algum tipo de anestesia temporária que aplico em mim mesma sem me dar conta. Talvez seja parte do processo de cura, ou parte do processo de buscar novas vontades e desejos.

Tento me convencer de que esses dias são, na verdade, parte de um período de transição e que preciso me redescobrir. A vida como estava já não pode ser a mesma e eu preciso encontrar novas paixões para seguir em frente com a alegria e energia que costumam estar comigo, mas que optaram por tirar folga hoje.

Talvez, esse processo de retornar para o próprio corpo seja exatamente o que retarda o tempo.

Eu odeio o verão

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Odeio o ar quente que insiste em me abraçar e tocar cada pedacinho de pele que só queria respirar e sentir a brisa. Eu sinto que estou sufocando o tempo todo e que o ar não é suficiente. O suor insiste em molhar o meu cabelo, escorrer por lugares inesperados e me deixar excepcionalmente consciente de cada parte do meu corpo. Principalmente daquelas que eu gosto de esconder no inverno.

Não gosto também das chuvas de verão. Surgem de repente, cheias de raiva e prontas para causar o caos. Mas do cheiro de asfalto molhado eu gosto. E gosto de como, mesmo com toda essa imposição, elas vêm para lavar tudo.

Tem dias que eu até sinto que as chuvas e eu estamos emocionalmente conectadas e elas esbravejam e choram por mim toda a água que eu sozinha não consigo chorar. Às vezes sinto que é um choro coletivo de todas as mulheres maravilhosas com quem eu convivo e que estão em processo de se renovar. Nós não temos medo do nosso reflexo na água. Nós gostamos mesmo é de mergulhar nas poças e nadar um pouco lá dentro para conhecer cada canto de nós mesmas.

Hoje, só hoje, eu não tirei o guarda-chuva da bolsa quando saí do metrô enquanto voltava para casa. Senti cada gota escorrer pelo meu corpo, sem mais conseguir perceber o que era suor e o que era chuva. Por alguns minutos, eu não me importei com o meu cabelo. Por alguns minutos não me importei com a pele exposta. Por alguns minutos eu me deixei molhar e mergulhei no cheiro da chuva. Percebi as folhas voando e o céu piscando. E senti que saí da poça em que eu estava explorando nos últimos tempos.

Mas como eu disse no começo: eu odeio o verão.

Perdida em Nova York!

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Oi, gente!

Esse post está sendo escrito diretamente do Aeroporto de Newark enquanto espero meu voo para Richmond, VA. (Chique, hein?)

Com o coração apertado, hoje é meu último dia em Nova York, uma cidade que eu sempre quis conhecer e que foi maravilhosa pra mim! Sei que esse é também o sonho de muita gente, e resolvi dar algumas dicas de como montar um bom roteiro de viagem.

Também resolvi aproveitar para falar uma coisa muito importante: você VAI se perder em Nova York. Aceite isso no seu coração e será muito mais fácil lidar com a crise de estar perdida em uma cidade nova e também um bom jeito de lidar melhor com a ansiedade e o frio na barriga.

Assim que comprei as passagens e tive mais noção dos meus horários de chegada e partida, comecei a montar meu roteiro. A primeira coisa que fiz foi listar todas as coisas que eu já sabia que queria conhecer, depois pedi dicas para quem já tinha ido e em seguida pesquisei sobre tudo isso na internet. Abri um arquivo no Word e fui separando os lugares “por dia”. Por exemplo: Segunda: Times Square, Disney Store, MAC, blá, blá, blá. Lembre-se de ter um mapa ou de ficar com a janela do Google Maps aberta para pesquisar a proximidade das coisas. Isso vai tomar um tempinho e parece bastante chato, mas eu juro que vai ajudar MUITO quando você chegar lá. Aproveite para comprar um City Pass antes de ir, é um livretinho com ingresso para todas as grandes atrações da cidade.

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Agora, antes de postar meu roteiro, vamos falar do medo, da insegurança, do frio na barriga e de tudo aquilo que acontece quando você finalmente chega na cidade! Eu sou de São Paulo, uma cidade de 12 milhões de habitantes. Pego metrô e ônibus todo dia e já estou meio acostumada com essa “hostilidade” que existe nas cidades grandes. Mesmo assim, eu confesso que assim que saí do aeroporto e percebi que estava sozinha e muito longe de casa me senti bastante insegura e fiquei com medo do que estava por vir.

O negócio é mesmo respirar fundo e enfrentar o medo para aproveitar a viagem da melhor forma possível! Como eu já disse em outros posts, a vantagem de viajar sozinha é que a flexibilidade e o controle do roteiro é totalmente sua. Então se não estiver se sentindo preparada para alguma coisa, deixe para depois! Não sofra. Viajar limpa a alma e não precisa ser estressante.

Uma coisa importante sobre Nova York, especialmente se você está indo sozinha e pela primeira vez: aprenda a ler mapas ou não tenha vergonha de parar as pessoas para perguntar. Force o sotaque! Faça cara de turista!  A cidade é CHEIA deles e as pessoas estão acostumadas a dar indicações.

No dia em que me perdi no West Village tentando achar o prédio do Friends, uma mulher (fofa, fofa, fofa!) saiu da loja dela, pegou o iPhone, abriu o Google Maps e me ajudou a encontrar o melhor caminho para chegar lá! Eu quase não acreditei. Mas no dia em que conheci os irlandeses na ponte do Brooklyn eles me disseram que algum tinha feito o mesmo por eles. Desconfie, mas não deixe de acreditar que ainda existe gente boa nesse mundo!

Prédio do Friends

Prédio do Friends

O melhor meio de se locomover em Nova York é com certeza o metrô, mas ATENÇÃO ele é bastante confuso. Eu usei todos os dias e, mesmo assim, ontem me perdi. Os dois blogs que melhor me “explicaram” como o metrô funciona foram esses aqui:

* Viaje na Viagem http://www.viajenaviagem.com/2009/09/para-entender-o-metro-de-nova-york

* Desfazendo as malas http://desfazendoasmalas.com/2013/05/23/metro-de-nova-york

Mas recomendo que você pegue um mapa do metrô no hotel, rabisque o quanto precisar e pergunte, pergunte e pergunte de novo sempre que estiver insegura, e para lugares mais complexos: pegue um taxi! Só esteja preparado para um trânsito bastante complica a la Avenida Paulista em dia de manifestação.

Ai, droga! O post ficou enorme! Então para encurtar de uma vez, aqui vai o roteiro (com comentários) que fiz para mim:

Dia 1

  • Descobrir onde fica o metrô mais próximo, pegar um mapa e comprar o bilhete ((ah! Quase esqueci, se você pretende usar bastante o metrô compre o que vale para uma semana, é bem mais prático do que ficar recarregando))
  • Times Square (46th St Between 6th Ave and 7th Ave)
  • Forever 21 (1540 Broadway, New York, NY 10036, United States +1 212-302-0594)
  • Disney Store (1540 Broadway, New York, NY 10036)
  • Toys r us (1514 Broadway New York, NY, Estados Unidos)
  • MAC (1540 Broadway, New York, NY 10036, United States, +1 646-355-0296)

Dia 2

  • Café da manhã na Starbucks mais próxima (241 Canal St, New York, NY 10013)
  • Madame Tussauds (234 W 42nd St, New York, NY 10036, Estados Unidos)
  • High Line (Rua 30 com 10ª Avenida (desça na Penn Station e ir caminhando até o final para ficar mais perto do West Village)
  • West Village

o   Milk & Cookies Baker – 19 Commerce St, entre Bedford St e Bleecker St

o   Prédio Friends (Corner of Bedford and Grove, Manhattan, New York City, New York, USA)

  • Atravessar a ponte do Brooklyn

Dia 3

  • Comprei um City Tour de 4 horas pela Gray Line (Gray Line Visitor Center: 777 8th Avenue – Between 47th and 48th street)
  • American Museum of Natural History including Space Show (Central Park W and 79th St, New York, NY 10024)
  • Central Park
  • AppleStore

Dia 4

  • Estátua da Liberdade e Ellis Island
  • Ground Zero
  • MET (The Metropolitan Museum of Art): 1000 5th Ave, New York, NY 10028
  • Magnolia Bakery próxima do Rockefeller Center para comer o famoso Red Velvet
  • Loja da NBC que fica praticamente no mesmo prédio do Rockefeller center
  • Rockefeller Center + Top of the Rock

Dia 5

  • Empire State (350 5th Ave, New York, NY 10118)
  • Dia livre para: shopping!
  • Almoço no Little Italy Pizza
  • Wicked: 19:00 – Gershw Theatre (222 West 51st Street, New York, NY 10019, located between Broadway and 8th Avenue) – chegar uma hora antes para retirar o ingresso)

 Dia 6

  • BEA – Book Expo America (porque eu trabalho com livros e sempre quis conhecer. Aproveitei para assistir umas palestras por lá, mas a feira acontece uma vez por ano e apenas para profissionais da área).
  • Dia livre para: shopping again!
  • Almoço no P.J. Clarke’s
  • Bloomingdale’s Soho: 504 Broadway, Nova Iorque, NY 10012, Estados Unidos
  • Aladdin: 20:00 – Venue: New Amsyerdam Theatre ( 214 West 42nd Street, New York, NY) – chegar uma hora antes para retirar o ingresso)

Dia 7

  • Check out do hotel e ida para Richmond

Arrumando a mala sem crise!

Oi, gente! Hoje falta exatamente um dia para a minha viagem para Nova York, eu estou MUITO ansiosa e desde ontem eu já estou me preparando para arrumar a mala. Sabe como é, né? Nem dormir consigo mais!

Conheço muita gente que detesta essa parte de viajar, mas eu confesso que não é a pior parte pra mim. Acho que desfazer a mala e colocar tudo de volta no lugar é muito mais sem graça e entediante. Não acham?

Antes de começar qualquer coisa, é importante definir qual mala levar. Comece fazendo perguntas simples para si mesma: quantos dias vai passar no lugar? Qual é o clima de lá no momento? Pretende fazer muitas compras e precisa de espaço livre para a volta? Qual será seu meio de transporte? Imaginar com antecedência em quais tipos de situações você estará ajuda muito na hora de escolher o tipo da mala (de carrinho, de mão, mochila…).

Agora, calma. Começar a tirar toda e qualquer coisa do armário não vai adiantar em nada e isso pode te deixar apenas mais nervosa com a situação.  O que mais me ajuda nessas horas de crise é fazer uma lista de tudo que eu não posso esquecer.

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Com o tempo, aprendi que se eu dividisse essa lista em “seções” e depois fosse apenas preenchendo com a quantidade e o tipo da roupa que eu pretendia levar isso facilitava ainda mais as coisas.

Vamos começar com a parte importante: roupas. Você pode subdividir essa seção da forma como preferir, até porque isso varia um pouco dependendo do lugar para onde está viajando. Aqui embaixo tem um exemplo de como fiz a minha:

Roupas:

Dia a dia
– 7* camisetas/blusinhas
– 1 legging básica
– 1 legging de exercício
– 3 calças jeans
– 3 vestidos
– 2 casacos
– 2 shorts

* A quantidade varia de acordo com o período que você vai ficar fora, pense nisso e não exagere! Além disso, se estiver pretendendo comprar novas roupas (como é o meu caso) você não precisa encher a mala para ir.

Noite
– 2 vestidos de noite

Íntima e pijama

– Calcinhas
– Sutiãs
– 1 camisola
– 1 pijama
– 4 meias
– 2 meias-calças

Enquanto estou separando as roupas no armário, já gosto de ir pensando na combinação e também em peças coringas que podem ser usadas de várias maneiras. Assim não fico refém de um único look, até porque nosso humor sempre muda e você pode mudar de ideia sobre uma roupa alguns dias depois.

Em seguida, gosto de passar para a organização dos sapatos. Tento não pensar em muitas opções de cor e sim em opções versáteis que também posso combinar com mais de uma roupa.

Sapatos*:

– 1 Tênis
– 1 Chinelo
– 2 Sapatilhas
– 1 sapato de salto
– 1 Bota

* Lembre-se, isso é apenas uma ideia. Se você estiver indo para a praia troque a bota e as sapatilhas por alguma sandália, rasteirinha ou o que preferir!

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Agora vem a parte que eu mais gosto de arrumar na mala! Produtos de higiene pessoal e minha tão amada maquiagem ( ❤ ).

Minha pele é mista e geralmente me dá um pouco de trabalho, principalmente em dias mais frios e secos já que a zona T fica um pouco mais oleosa e as bochechas ressecadas. Sendo assim não posso ficar sem meu hidrante. Além disso, não fico sem protetor solar durante o dia e portanto essa listinha é essencial (e a mais divertida!) para mim:

Higiene:

– Escova e pasta de dente
– Fio dental
– Desodorante
– Shampoo e condicionador
– Absorvente
– Lencinho demaquilante (acho mais prático de carregar do que os produtos que geralmente uso em casa)
– Sabonete
– Protetor solar
– Hidratante para o rosto

* Não se esqueça de acrescentar produtos específicos se estiver usando algum recomendado pela sua dermatologista.

Normalmente eu levaria muita maquiagem para essa viagem, mas por se tratar de Nova York e por eu estar planejando comprar novas coisas por lá separei o básico para o dia e a noite:

Maquiagem:

– Base
– Blush
– Corretivo
– Escovinha/fixador para sobrancelha
– Batom básico
– Batom para noite
– Pincéis
– Sombras básicas ou paleta de sombras com bastante opção de cor
– Rímel

* Tentei pensar em maquiagens que eu realmente uso e sei que vou usar todos os dias. Não sou fanática por lápis e posso abrir mão do meu delineador por alguns dias para poder comprar novas coisas por lá, mas faça essa lista pensando em você, no seu estilo e no que você pretende e sabe que vai usar. Assim a mala não fica tão pesada, mas você também não se sente “desamparada”!

Acessórios:

– Prendedores de cabelo (vários, porque eles têm vida própria e desaparecem!)
– Grampos ou presilhas
– Escova de cabelo
– Duas ou três opções de brinco
– Duas ou três opções de colar
– Cintos
– Lenços ou cachecóis

* Acrescente anéis, pulseiras e outras coisas que costuma usar, ou tire coisas da lista que com certeza você não irá precisar.

Úteis:

– Adaptador de tomada (se estiver saindo do país)
– Remédios
– Caderninho e caneta (se você também gostar de escrever loucuras por aí)
– Carregador de celular
– Tesourinha
– Lixa de unha
– Bolsa menor para sair à noite

E para a bolsa de mão as coisas essenciais e que não podem, ou não devem, ir na mala normal:

Bolsa de mão:

– Documentos
– Carteira
– Passagem
– Roteiros
– Pasta com informações extras e vouchers
– Óculos de sol
– Notebook
– Câmera
– iPod
– Livro
– E um protetor labial porque, eu não sei vocês, mas o ar condicionado do avião sempre me deixa com a boca seca.

Uma outra dica interessante para quem pretende fazer bastante compras na viagem é levar uma mala, daquele tipo sacola, vazia para pode dividir o peso na volta.

E agora a parte final, como guardar tudo isso?

Gosto de colocar os sapatos em saquinhos individuais e colocar no fundo da mala. Em seguida coloco as roupas mais pesadas, como casacos e calças jeans. As roupas íntimas guardo no bolso interno da mala junto com as meias. E depois disso vou colocando tudo dobrado por cima deixando por último as roupas com tecidos mais “chatinhos” e que podem amassar.

As maquiagens coloco em um nécessaire e os produtos de higiene pessoal em outro. E, aos poucos, tudo vai se encaixando na mala. Essa parte sim requer um pouquinho mais de paciência, mas como tudo já foi pensado antes, todo esse processo acaba não sendo tão frustrante e irritante quanto costumava ser.

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Aproveite a lista para fazer um checklist e ter certeza de que não esqueceu nada!

Ajudei?

Espero que tenham gostado!

Vamos falar de crise!

Photo by ₢ Thaís Marin

Photo by ₢ Thaís Marin

O dicionário traz alguns significados muito interessantes para a palavra crise:

  • Estado de súbito desequilíbrio mental ou emocional;
  • Fase difícil na evolução de um processo ou situação;
  • Estado de incerteza ou ruptura em relação a escolhas, crenças e etc.;
  • Surgimento ou manifestação repentina de um sentimento;
  • O mesmo que crise dramática.

E em momentos de crise, a palavra “doce” costuma dançar bastante dentro da minha cabeça com apenas um significado: chocolate.

Mas não foi para falar da minha compulsão por doces que eu vim aqui (pelo menos não hoje). Foi para falar que “estado de incerteza ou ruptura em relação a escolhas” e “manifestação repentina de um sentimento” foram justamente as razões que me trouxeram até aqui.

Só que não foi apenas um sentimento. Foi um acúmulo de pequenas crises que eu resolvi colecionar nos últimos quatro anos. Eu quis tanto ser mais do que eu era que acabei matando pequenos detalhes de mim que me faziam ser… eu!

Morar em uma cidade insana como São Paulo, enfrentar o caos do transporte público (ou do trânsito) todos os dias para ir trabalhar, e apenas o simples fato de ser mulher nos dias de hoje, pode ser bastante destrutivo se a gente não souber como lidar com as crises. Sejam elas pequenas ou grandes! Estou falando daquela espinha que aparece no meio da sua testa em um dia superimportante, da calça que não fecha mais, de perder o emprego dos sonhos ou até mesmo de uma morte na família.

A vida é feita de crises, mas e se elas não precisassem ser tão amargas?

Esse blog surgiu de uma crise e da minha vontade de mostrar para o mundo que mesmo depois que a gente sofre e faz um drama, a vida ainda é linda e apresenta milhares de novas opções para continuar! No melhor estilo “sacode a poeira dá a volta por cima”.

Vamos lá?

Aqui a gente vai falar da vida, vai rir e vai chorar. Vai falar de crise e de como contornar! Vai falar de viagem, de música, de livros, de maquiagem e de saúde e bem-estar que são todas as pequenas coisas que a gente precisa pra seguir em frente.

Quem aí já teve uma crise hoje?