Feliz um ano de Doce Crise!

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O Doce Crise hoje completa um ano de vida!
Eu queria estar inspirada e saber o que dizer e contar pra vocês que logo teremos cara nova e postagens mais frequentes e confissões de crises contadas daquela forma enérgica e irônica que eu costumo fazer. Mas não seria verdade.
Até porque, na verdade, as crises andam bem fortes! Bem loucas… bem eu. E todas os desabafos tem ido parar no caderninho que fica na cabeceira da cama.
Eu tenho o hábito de anotar o horário em que começo as escrever minhas loucuras e tenho reparado que, assim que passa da meia-noite, o turbilhão de insanidades dá o ar da graça! Ficamos todos lá na cama: o caderninho, a caneta, os cobertores, o travesseiro, eu e o desassossego.
Depois que tudo passa, vou dormir cheia de planos e juro que no dia seguinte vou mudar o ritmo, mas quando acordo restou somente o sono.

Foi até bom o Facebook me lembrar que hoje era aniversário do blog, porque ler exatamente o que postei nesse mesmo dia, no anterior, me ajudou a lembrar um pouquinho o que eu quero pra mim: https://docecrise.com/2014/05/15/vamos-falar-de-crise/

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Ir ao cinema sozinha + 50 tons de cinza

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Quarta-feira de cinzas.

Depois de passar a manhã todinha na estrada entre cochilos e olhadelas para o mato, eu finalmente acordei e pensei: que saudades de ir ao cinema sozinha! Tentei o sinal da Tim para ver a programação, mas sem sucesso (novidade?) pedi o do meu pai que é Vivo e funcionou num instante: consigo pegar a sessão das 18:40!

Joguei o pacote de pipoca fora e saí voando da sala do cinema para não me enroscar na muvuca. O cérebro à mil, e eu tipo zumbi pelo shopping sozinha só pensando porque raios eu não tinha meu caderno e caneta a bolsa? (Sou dessas).

Enquanto estava na fila do táxi com umas gotinhas de chuva ameaçando me molhar, tudo o que eu conseguia pensar era: interessante estar chovendo agora, porque no filme também estava chovendo… é quase como se eu ainda não tivesse saído dele… o táxi chegou! Fala logo o endereço e abre o bloco de notas do celular, Mayara!
(Eu juro que é assim que minha mente funciona, eu falando comigo e me dando ordens…e o que está abaixo foi mais ou menos o que saiu, porque #soueditora dei uma editada).

Eu gosto de ir ao cinema sozinha.  Esse me parece o melhor jeito de absorver toda a informação. A de fora e a de dentro, ou seja: é um misto de perceber a história, a fotografia, a evolução dos personagens e os meu sentimentos sobre o enredo, como está sendo mostrado e o que EU estou sentindo em relação a tudo isso.

Quando vejo um filme sozinha, mas principalmente no cinema, é como se eu realmente entrasse em contato comigo. E eu adoro essa sensação de me entender, é tão aliviante! É quando eu me sinto livre e espontânea, quando percebo as minhas primeiras reações, sem o preconceito e intervenções do que o resto do mundo já expôs. Aquela coisa da primeiridade (das aulas de semiótica!) da sinceridade que a gente espera de um amor à primeira vista, que eu só vi nos filmes e só senti nos livros. E isso nada tem a ver com o Mr. Grey e a Anastasia Steele… estava só sendo louca aqui e descrevendo a sensação.

Me enrolei nisso tudo pra dizer que o filme é muito bom! E isso pra quem tinha lido o livro e achado marromenos. A evolução dos personagens é mais natural, a coisa toda parece menos doentia e a direção e produção toda está de parabéns por manter as cenas mais quentes muito bem editadas e com bom gosto!

Não vim aqui discutir a sexualidade reprimida das mulheres, nem as fantasias de cada um, nem a violência doméstica porque cada um pode torcer e distorcer o tema desse livro para o que bem entender.

Vim só dizer que se você não gostou do livro, pode dar uma chance ao filme sem sofrimento. Mas claro, se esse tipo de ficção não é pra você, é só procurar outra “fita” (como diria minha vó) e experimentar uma sessão de cinema sozinha. 🙂

Recomeçar

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Uma das melhores coisas da vida é que a gente sempre pode recomeçar.

Sim, os planos vão por água abaixo e nem sempre as coisas saem da forma como a gente espera; sim, às vezes criamos definições malucas sobre o que vai nos fazer feliz e de repente descobrimos que é justamente o contrário; sim, às vezes conquistamos alguns objetivos e de repente nos vemos sem saber o que fazer com a conquista, mas se tem uma coisa que 2014 me lembrou é que a vida é mágica e que cada um desses 356 dias é uma oportunidade nova de viver e colecionar memórias!

Quando eu comecei o blog no ano passado, tinha perdido minha avó, acabado de ser demitida e estava descrente da vida, achando que tudo o que eu havia construído tinha sido uma grande perda de tempo. A única coisa que ainda me parecia certa era meu gosto pela escrita. Eu escrevo desde pequena e acho que essa é a coisa mais sincera que eu faço por mim. Me alivia, tira o peso dos ombros…

Para minha surpresa, quando eu menos esperava, a vida deu uma nova reviravolta e tudo foi se encaixando aos poucos. Usei o dinheiro da demissão para conhecer NY e a Broadway, fui contratada por uma editora portuguesa que me levou para Lisboa para viver um mês incrível e cheio de dias lindos, e voltei para São Paulo para trabalhar na filial deles daqui.

E por falar em São Paulo, essa cidade… ela me suga por completo! Pisar aqui é quase como entrar em uma esteira louca e desenfreada que está sempre com pressa de viver. Por essa e outras razões, acabei deixando o blog um pouco de lado quando voltei de Portugal.

O que não muda é que eu continuo sendo uma pessoa de crises! E é por elas (e pela minha própria sanidade mental!) que eu pretendo voltar a escrever. É uma das minhas resoluções de ano novo e dessa vez escolhi apenas 5 para poder me dedicar bastante a cada uma delas:

1 – Mudar hábitos alimentares!
(Minha guerra com a balança é eterna, mas eu não desisto! Quem sabe esse é o ano de vencer?)

2 – Chegar aos 62 kg!
(São 12 meses, gente! Não é impossível, é só se agarrar na força de vontade, no sonho (não o doce! XD) e no foco!)

3 – Aprender a tocar um pouco de piano!
(sabe como é, às vezes enjoei um pouco do violão.)

4 – Investir nas aulas de canto / perder a timidez e a insegurança!
(Acredite, estão muuuito interligadas.)

5 – Voltar a escrever mais, tanto quanto antes…
(Acho que para essa nem vou precisar me esforçar!)

É isso, janeiro é sempre refrescante (apesar do calor infernal que tem feito nesses dias ¬¬’) e cheio de esperança para se aproveitar melhor a vida! Bora, 2015!

 

Eu acredito em mágica

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Eu mal tinha acabado de postar o texto anterior a este e logo minha inspiração surgiu e pediu para que eu colocasse o tamanho da minha alegria no “papel”. Mas também… acabo de vir de um lugar tão maravilhoso! Qualquer um que passasse por onde acabei de passar, e com essa luz deliciosa de fim de tarde se sentiria explodindo de inspiração.

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Enquanto andava por esse cenário delicioso, senti a brisa fresca no meu corpo, deixei o vento me descabelar inteira e do fundo do coração pensei: estou num castelo, e tenho certeza de que sempre ter acreditado em mágica tem muito a ver com isso.  Talvez por isso meus sentidos tenham ficado à flor da pele ali. Podem me chamar de maluca… mas eu sempre tive problemas em aceitar algum tipo de religião. Não que eu não acredite em nada, muito pelo contrário. Acredito tanto no poder da vida que preferi e achei que combinava mais comigo chamar de mágica! Mágica sim porque as sincronicidades que me acontecem e os presentes que eu ganho da vida só podem vir de algum tipo de energia boa.

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Cada vez que eu supero uma crise, ou olho para trás e percebo de verdade tudo que eu já vivi, tenho muito orgulho de ter desenhado uma vida tão cheia de oportunidades e sou sempre grata por estar viva. Eu adoro rir até a barriga doer, adoro pisar em folhas secas, adoro sentir um ventinho de verão quando meu corpo está quente e tenho feito muito de tudo isso aqui. Aliás, não ria do jeito que tenho dado risada há tempos… É uma alegria que está me consumindo!

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O que eu quero dizer é que, enquanto eu estava em um castelo aqui em Portugal, eu percebi que talvez eu devesse confiar mais no que a vida prepara para mim. O final do ano passado foi um ano muito complicado e o começo desse tão conturbado quanto. Mas se eu não tivesse percorrido todos esses caminhos, não teria tido a chance de colecionar todas as memórias boas do que eu estou vivendo.

Estou há 6 dias em Portugal e ganhei um ar tão novo para respirar que nem sei como agradecer.

Obrigada, vida! ❤

 

Doce Crise em Lisboa

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A notícia surpresa chegou: minhas crises estarão em Lisboa durante esse mês!

Como vocês sabem, comecei o blog depois de sair do meu emprego e depois de ter ficado sem férias por quatro anos. Tirei um mês para mim, fui para Nova York, Richmond e Washington e, agora, como a vida é boa, ela me trouxe para Lisboa a trabalho!

Mas como nem tudo é um mar de rosas e este é um blog sobre crises, vamos a elas! Tudo começou com um chororô danado de pré-saudade do meu namorado e da minha família e um lindo atraso de cinco horas do voo. Eu disse CINCO. E isso nunca tinha me acontecido antes. Pela primeira vez na vida, eu precisei transportar medicamentos em um avião e os danados precisavam ser conservados em geladeira. O que aconteceu? Mesmo com o frio de São Paulo, mesmo com uma porção de gelos dentro do isopor, mesmo comigo falando sobre eles o tempo todo, mesmo conseguindo um espacinho na geladeira do avião… Quando finalmente fui abrir a embalagem: metade da quantidade estava estragada e foi para o lixo.

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Mas, chegando a Lisboa, nosso hotel (meu e da menina que veio comigo (calma que eu já explico tudo)), era lindo e confortável. Todo preto (não tô brincando, gente, até o banheiro era preto), mas lindo e confortável. O problema é que eu não sou muito boa de sono em aviões e fuso-horários. Dormi super cedo, acordei no meio da noite, não durmi mais e fui para o meu primeiro dia de trabalho na editora um CACO. Estilo zumbi.

Mas então, o que é que eu vim fazer aqui? Para quem não sabe: eu faço livros. Sou editora e desde 2009 trabalho no mercado editorial do Brasil. Vim para cá para fazer um treinamento em uma editora portuguesa que abrirá a filial no Brasil ainda este ano. Eu e a Vitoria, que é dona do blog A Vi Viu, estamos aqui em Lisboa aprendendo a viver esta nova vida por um mês enquanto trabalhamos com o que é uma paixão para nós duas: livros.

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Para ser sincera, o que nos tem deixado mais apaixonadas nesses dias é nosso apartamento e as vistas lindas que temos ao redor… A paisagem que vemos do nosso banheiro é um privilégio e transmite uma calmaria tão grande que qualquer crise vai embora.

(Podem ficar babando com a nossa “morada”. Não é liiiinda? A última foto é a da vista do banheiro.)

E é assim que eu sempre tento levar meus dias. Vivo de fúrias e doçuras e acho que essa é a melhor forma de viver a vida, aproveitando todos os momentos, mesmos os ruins, para poder perceber com toda a sensibilidade a beleza das coisas boas.

Nova fase

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Eu não lembro quando foi, mas um dia eu acordei e vi a vida de outro jeito. Eu me apaixonei por ela, me apaixonei pelas oportunidades que cada dia pode trazer, aprendi a aceitar cada emoção que meu corpo me pedia para viver e percebi que esse relacionamento eu-vida vida-eu é um dos poucos que vai durar até o fim dos meus dias. É por isso que eu sempre converso comigo mesma e sempre tento resolver minhas crises.

Hoje, enquanto eu estava dirigindo nesse frio e nessa chuvinha chata de São Paulo, Epitáfio dos Titãs começou a tocar na rádio, numa versão acústica deliciosa (e eu adoro acústicos!). A música é antiga, mas sempre que eu ouço eu percebo que não quero sair do mundo sem sentir toda a magia que ele tem.

“Devia ter amado mais
Ter chorado mais
Ter visto o sol nascer
Devia ter arriscado mais
E até errado mais
Ter feito o que eu queria fazer”

Quero uma vida dessas que eu leio nos livros, que eu vejo nos filmes. Quero dar o melhor de mim em tudo o que eu puder porque foi assim que as minhas heroínas fizeram as histórias delas. Eu quero uma, ou duas, ou até três páginas cheias de detalhes de cada dia que eu vivi. Acho que essa é uma das razões pelas quais eu sempre amei ler e escrever.

A partir de sábado, uma nova fase vai começar para mim. Uma fase daquelas que mudam tudo, mudam o jeito de ver o mundo e a forma como a gente lida com as coisas. Sabe quando o que a gente está para viver é uma coisa tão boa que dá medo de falar em voz alta? Parece que, se eu disser, a realidade virá correndo com um balde de água fria. Só que eu não vou deixar! 🙂

Por enquanto, eu digo para vocês que envolve livros e um destino novo e logo, logo vocês vão saber!

A culpa do tempo

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Photo by ₢ Thaís Marin

Eu vim culpar o tempo. Vim culpá-lo porque ele é todo traiçoeiro. Quando a gente quer que ele voe, ele segura bem forte cada ponteiro dos relógios, e quando a gente precisa que ele vá com bastante calma, é justamente quando ele decide correr uma maratona. E quem consegue escapar dele?

Eu, particularmente, estou correndo contra ele. Correndo porque vem uma surpresa muito boa por aí e eu ainda tenho tanta coisa para planejar! Antes de dormir eu faço mil planos para o dia seguinte, e quando tenho quase certeza que vou conseguir vencer o tempo, ganho de presente da vida alguns empecilhos. Sabe aquelas pequenas crises bobas? A internet que não funciona, o caixa eletrônico que está quebrado…

Por isso eu vim culpar o tempo, porque eu sei que eu e ele somos culpados de ficar um mês sem atualizar o blog. Ele porque me consumiu, e eu porque deixei que ele fizesse isso. Mas não tem problema porque minhas crises continuam aqui. E a surpresa que chega em agosto está recheada de crises! Mas por enquanto é segredo e eu não posso contar!

Aguardem! 🙂