Sobre comida

O texto de hoje  é um desabafo que eu escrevi há algum tempo no meu Facebook e resolvi compartilhar hoje porque não conheço uma mulher que não tenha crises com o próprio corpo. Espero que gostem!

Photo by ₢ Thaís Marin

Photo by ₢ Thaís Marin

Eu queria falar uma pouco sobre dieta. Ou sobre comida. Ou sobre peso. Ou sobrepeso. Ou sobre imagem. Ou sobre se sentir bem. Ou sobre estar bem.

A verdade é que cada uma dessas coisas gera mil outras na minha cabeça. Então vou começar dizendo uma que a maioria das pessoas que me conhecem já sabe: eu sempre tive problemas com o meu corpo. E mesmo depois de ter perdido 23 quilos, eu fico impressionada com o quanto eu ainda não me sinto satisfeita.

Ainda não gosto do que vejo no espelho e isso me tortura todos os dias. É tortura sim, porque independente de escolher a comida “certa” ou a “errada” eu me sinto culpada. E estou sempre pensando em comida. Eu me enlouqueço em pensamentos de culpa! Às vezes eu sinto a culpa de ter comido a coisa gorda, e às vezes eu sinto a culpa de ter comido a coisa magra. Acho que só quem sofreu com isso durante muito tempo deve entender o PESO (de novo… sempre ele!) que essas escolhas tem, o desgosto de engolir um alface quando a vontade mesmo era de ter engolido um hambúrguer. Ou vice-versa. E até pra escrever isso, eu preciso parar e refletir: engolir? era melhor ter mastigado antes, né? Qualquer um dos dois.

Uma das outras coisas que quis dizer aqui é que pra perder os 23 quilos que perdi eu me afundei em um ano de informações de todos os tipos e optei pelas quais eu julgava mais saudáveis, tanto pra mente quanto pro corpo e enquanto fazia (e ainda faço!) isso eu me deparo com um monte de loucuras! Encontrei quem optou por remédios, encontrei quem optou por fazer exercícios em excesso e encontrei até gente que bota a culpa do excesso de peso no salmão e no tomate. E foi aqui que eu freei. A que ponto chegamos? Cortar o tomate?

Eu já aprendi a emagrecer. Eu sei quais são as regras do jogo, mas e se eu estiver um pouco cansada de jogar? E se por enquanto, eu quiser ter alguns quilos a mais do que eu deveria? Tudo bem. Mas ao mesmo tempo isso também não é o que eu queria. Acho que o que eu queria MESMO era parar de desejar o tempo todo que meu corpo fosse outro. E “dieta pra se aceitar” eu ainda não encontrei em nenhum lugar.

Eu aposto que esse meu desabafo não é só meu. Tem muita gente se sentindo amarrada e presa também. E tudo o que eu queria agorinha era saber o por que. Por que é tão difícil ser eu mesma? Por que a grama da minha vizinha é sempre mais verde? Por que eu me sinto avaliada a cada instante?

Botem a culpa na mídia, ou nos padrões de beleza se quiserem. Isso não vai deixar esse meu sentimento, e de muitas outras mulheres, mais fácil de lidar.

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Compras, compras, compras

Crise do dia: voltei para o Brasil e já quero ir para os Estados Unidos de novo.

Essa foi a terceira vez que fui para os EUA, e eu realmente gosto do tempo que passo lá. Até porque, quando você tem amigos no exterior nunca se sabe quando os verá de novo. Sei que parece um dramalhão, mas é a realidade. (E obrigada Facebook por manter amizades a distância!)

De qualquer forma, hoje eu não vim falar de saudades. Vim falar de compras! (Mas no fundo, no fundo bate uma saudade até das compras…) E eu preciso confessar que sou meio obcecada com maquiagem e produtos de beleza. Acreditem, eu tenho 49 batons! E isso não deve ser normal… Eu disse 49!

Separei minhas compras em algumas categorias para facilitar. Estão preparadas? Vamos lá:

Cabelo

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1. Hair Styler da Conair: AMEI essa nova forma de fazer cachos porque eu nunca me dei muito bem com o babyliss normal. Tenho muito cabelo e sempre muito comprido, ou seja: demorava horas para enrolar o cabelo e os cachos não duravam muito. Quem quiser ver como ficaram meus primeiros cachos com ele é só entrar no meu Instagram.

2. Shampoo Bed Head Dumb Blonde: Quando fui para a Disney em 2010, tive uma péssima experiência com a água do chuveiro e meu shampoo brasileiro. Não sei o que houve, mas meu cabelo endureceu todinho como se eu tivesse entrado em uma piscina cheia de cloro. IMAGINA a crise! Na época, alguém me aconselhou a comprar um shampoo local e isso realmente resolveu o problema. Então, para não me arriscar, não levei shampoo do Brasil e comprei um assim que cheguei em NY. Confesso que não gostei tanto dele assim, mas eu já queria testar alguma coisa da Bed Head há algum tempo e achei o nome “Dumb blonde” engraçadinho. Ele não é só para loiras, mas para quem faz luzes e reflexos, que é o meu caso. Deu bastante brilho, mas achei que o cabelo ficou com uma textura um pouco estranha…

3. Escova de bolinhas: a escova é uma fofurinha que encontrei enquanto estava na fila do caixa da Forever 21, não tem nada demais e é só um mimo mesmo.

4. Acessórios Conair: os acessórios para cabelo eu encontrei na Claire’s e ainda não usei. Quem sabe mais pra frente faço uma resenha só deles? Um deles serve para fazer um coque de coração e o outro para dar aquele voluminho anos 60 no alto da cabeça.

Farmácia

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Eu simplesmente amo a CVS! Vocês devem estar pensando “amar uma farmácia?”, mas sempre que entro em uma fico enlouquecida com a quantidade de produtos diferentes e a quantidade de marcas e novidades que encontro lá. E o melhor de tudo: preços camaradas!

5. Cetaphil Gentle Skin Cleanser: Há alguns anos eu uso o Cetaphil para limpar minha pele já que ela é muito sensível. Foi minha dermatologista que recomendou e realmente fez muita diferença saber que eu não podia usar qualquer produto, a pele agradeceu muito! O problema é que aqui no Brasil a loção custa mais ou menos R$ 60,00. Imaginem a minha surpresa ao dar de cara com a loção + um sabonete grátis por apenas $ 9,90. Coloquei logo três na cesta.

6. CVS Strengthening Polish Remover: O que eu mais gosto nesse removedor de esmalte? Ele tem gelatina na fórmula e ajuda a fortalecer unhas fracas. A embalagem é grande, dura muito e custa apenas $ 1,99!

7. CVS Precision tip cotton swabs: Cotonetes com a ponta mais fina para ajudar na limpeza e acabamento de maquiagem. Perfeito para corrigir errinhos de delineador!

8. Plackers twin line whitening: Essa definitivamente foi minha nova descoberta favorita durante a viagem! Eu sou o tipo de pessoa que de-tes-ta passar fio dental, gente. Aquela coisa de ficar enrolando a linha e enfiando a mão dentro da boca realmente me irrita todos os dias. E quando descobri isso aqui comprei logo dois pacotes com 150 unidades cada! Não faço ideia de como chama isso no Brasil, então apelidei carinhosamente de “trocinho de fio dental”. É só passar essa linha curtinha pelos dentes e a parte debaixo ainda se desdobra em um palitinho se precisar alcançar alguma região mais difícil. Ah, e o que comprei supostamente ajuda a branquear… mas isso não boto muita fé, veremos.

9. Balm EOS: Os balms da EOS, Evolution of Smooth, são os novos queridinhos de quem é viciada em produtos de beleza. Todos os produtos da linha são feitos da forma mais natural possível e, de acordo com a marca, são 95% orgânicos, 100% naturais, com manteiga de karité, oléo de jojoba e vitamina E. Eu gostei muito do resultado e achei que eles hidratam mesmo! Os meus são o de blueberry com açaí e pomegranate com raspberry.

10. CVS Nail Polish Corrector Pen: é uma canetinha para corrigir erros de esmalte. Muito prática vai? Vem com quatro refis e custou apenas $ 4,00.

Pincéis

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11. Pincel de pó: Achei na Claire’s também por queridinhos $ 6,00. As cerdas são artificiais e bem macias. Como vocês podem ver na foto ele é bem grande e adorei usar para pó finalizador.

12. Pincel para esfumar o côncavo: Esse eu encontrei na farmácia também e sei que paguei barato, mas agora não lembro o preço. E eu estou completamente apaixonada pelo efeito que ele dá! Meu pincel de côncavo favorito continua sendo o da Contém 1g, mas agora uso um para aplicar e outro para esfumar.

13. Pincel MAC 187: Sonho de consumo realizado! Comprei na MAC da Times Square por $ 42,00. É meio carinho sim, e aqui no Brasil é ainda mais caro. O que eu mais gosto nesse pincel é a camada fina e natural de base que ele aplica. A pele fica linda e natural já que ele espalha bem.

14. Pincel MAC 130: Comprei em um shopping em Richmond e agora não lembro quanto paguei. Apesar de a vendedora ter me dito que ele seria ótimo para aplicar base e construir camadas com ele, estou gostando mais para esfumar o corretivo na região das olheiras. Achei que para a pele toda o acabamento fica um pouco artificial. Mas ainda estou testando, sei que com o tempo vou aprender novas formas de uso.

Lembrancinhas e decoração

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15. Lembrancinhas da loja da NBC: Quem acompanhou minha viagem sabe que eu adoro o seriado Friends e que me dei o trabalho de caçar onde ficava em NY o prédio usado para as filmagens. Quando entrei na loja da NBC (que fica no térreo do Rockefeller Center) não pude me segurar! Além do sofazinho, do imã gigante com a moldura da porta do apartamento das meninas e muitas outras coisas, a loja tem várias camisetas com frases famosas da série.

16. Lembrancinha do Madame Tussauds: não podia passar por NY e não trazer um desses, né? Eu amo globinhos de neve e achei esse uma gracinha.

17. Lembrancinha Aladdin na Broadway: Sou Disney maníaca, gente (um dia mostro minha coleção de princesas e coisas da Disney para vocês), e sendo assim eu não podia ficar sem essa lâmpada mágica.

Cuidados com a pele

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18. Sugar lip polish: Esse esfoliante da marca Fresh me ganhou por ser de açúcar. Sabe aquela coisa de receita caseira? Foi isso que me chamou atenção. Comprei para testar e não me decepcionei nem um pouquinho! É só massagear uma pequena quantidade do produto nos lábios e depois remover com uma toalha úmida. É incrível, ele remove toda a pele morta e deixa os lábios bem hidratados!

19. Age Defy Moisture Cream SPF 15: Minha pele é mista e muito chatinha de hidratar. Eu já tinha trocado de hidratante facial várias vezes até ganhar umas amostrinhas grátis desse produto. Me apaixonei e corri para comprar lá fora e economizar um pouquinho, né? Mas tem na Sephora aqui do Brasil para quem quiser testar.

20. Sens’Eyes – Waterproof Sensitive Eye Cleanser: Comprei esse demaquilante da Make Up Forever porque meus demaquilantes geralmente não dão conta de limpar maquiagem à prova d’água. Ele serve para peles sensíveis, e realmente não irritou minha pele. Meu único (e grande) problema com ele é que faz os olhos arderem! E isso não faz sentido nenhum para mim, porque afinal de contas é um produto para o olho, certo? Então essa aquisição não foi das melhores, mas com cuidado ainda dá para usar.

Acessórios

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21. Colar “make your own”: Encontrei esse colar na Accessorize da Union Station em Washington e adorei que ele vem com um monte de letrinhas para você escrever o que quiser nele. É bem versátil, divertido e não tem como enjoar!

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22. Pulseira Disney: Não tive nem coragem de tirar essa pulseirinha da caixa ainda. Como eu já falei lá em cima, sou viciada em coisas da Disney e não preciso dizer que morri de amores com esses pingentes, né? Tem Ariel, Linguado, Bela, Zip, Cinderela…

Maquiagem

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23. Naked Palette 1 e 3: As famosas paletas de sombra da Urban Decay. Achei que a 1 e a 3 combinavam mais com o meu gosto e por isso não comprei a 2.

24. Base da Bobbi Brown: Meunovo amor. Gente bem branca (cor-de-sulfite) que nem eu sabe como é difícil achar uma base que não fique amarela, laranja, cor-de-tomei-sol. Minha cor é a Porcelain e deu certinho!

25. Maybelline Master Glaze Blush Stick: A cor que comprei é a Pinched Pink e adorei o resultado. Ele é super cremoso espalha fácil e não fica grudendo!

26. Benebalm – Rose: A Benefit é uma das minhas marcas favoritas de maquiagem. As embalagens vintage sempre ganham meu coração, mas, melhor que isso, os produtos NUNCA me decepcionam. Eu já era fã do Benetint, um corante vermelho que deixa uma cor natural “de princesa” nos lábios. Mas o Benebalm, além de dar o mesmo efeito hidrata mesmo, mesmo! Senti a diferença em dois dias. É ótimo para o dia a dia e maquiagens naturais.

27. Maleficent Eyeshadow: A MAC lançou uma coleção inspirada no filme Malévola que estreou na semana passada no mundo todo. As cores da paleta são maravilhosas para fazer um olho mais pesado para a noite e duram muito. Adorei!

28. Batons: Batons, batons, batons. Meu vício. Comprei: Pink plaid, Honey love e Flat out fabulous da MAC, Shiver da Victoria Secret e Bangkok da Nars.

29. Paleta de corretivos Make Up Forever: A queridinha de muitas blogueiras. Os diferentes tons ajudam a esconder de forma natural cada parte que a gente precisa. Afinal, ninguém tem exatamente a mesma cor no rosto todo, certo?

30. True Match Powder: Esse é um dos meus pós preferidos e eu nunca encontro aqui no Brasil. O que eu mais gosto nele é o acabamento natural e aveludado que ele dá na pele. Não deixa aquela sensação de “reboco” no rosto, sabe?

Perfumes e fragrâncias

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31. Body splash Forbidden Victoria Secret: versão pequenininha porque adoro body splashes, mas enjoo rápido do cheiro e sempre quero um novo!

32. La Tentation Nina Ricci: Embalagem maravilhosa e cheiro docinho do jeito que eu gosto!

33. Álcool em gel Bath and Body: A Bath and Body Works é uma das minhas lojas favoritas nos EUA e eu adoraria se ela viesse pro Brasil! Os preços são sensacionais, as promoções de cair o queixo e a diversidade de essências e produtos é fantástica! No dia que comprei a promoção era “5 por 5”, ou seja, paguei $ 1,00 por cada álcool em gel que escolhi.

34. Body splash Cashmere Glow: Também da Bath and Body.

Delícias que não encontro por aqui

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Mudando um pouco de tema agora, resolvi inserir algumas comidas que adoro e que não encontro no Brasil de jeito nenhum! O negócio é trazer o máximo que puder, aproveitar enquanto durar e depois morrer de saudades mesmo até conseguir de novo…

35. Coffee-mate: Quem gosta de café e nunca tomou Coffee-mate não sabe o que está perdendo! Eu sou apaixonada por isso desde 2006 quando provei pela primeira vez em Richmond. Já cacei em tudo quanto é lugar e não encontro a versão líquida aqui! Há algum tempo, tive a paciência de escrever para a Nestlé Brasil perguntando se algum dia teríamos isso aqui. A atendente que me respondeu foi super atenciosa e me respondeu dizendo que já tinham testado no sul do país, mas que infelizmente não deu certo. (Eu, sinceramente, acho que depois dessa onda de Starbucks o paladar das pessoas pode estar mais aberto para ele agora…)

É um creme líquido para misturar no café que é uma DELÍCIA! Existem vários sabores e o meu favorito (Pumpkin Spice) não pude comprar porque só é produzido em outubro perto do Hallowen.

36. Pop-Tarts: Um biscoito pré-cozido e recheado que fica insuportavelmente delicioso depois que a gente coloca na torradeira ou no micro-ondas!!! A parte de fora fica crocante enquanto o recheio fica macio e quentinho por dentro. Um inferno para quem está de dieta! É possível encontrar em qualquer supermercado nos EUA e nos mais variados sabores.

 

Um post gigante e completo com quase todas as coisas que eu comprei enquanto estava viajando! Espero que tenham gostado das novidades e das coisas que a gente não encontra por aqui. Aos poucos vou fazendo resenhas mais detalhadas de alguns produtos,  principalmente na área de maquiagem com direito a tutoriais e ideias de looks.

Perdida em Nova York!

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Oi, gente!

Esse post está sendo escrito diretamente do Aeroporto de Newark enquanto espero meu voo para Richmond, VA. (Chique, hein?)

Com o coração apertado, hoje é meu último dia em Nova York, uma cidade que eu sempre quis conhecer e que foi maravilhosa pra mim! Sei que esse é também o sonho de muita gente, e resolvi dar algumas dicas de como montar um bom roteiro de viagem.

Também resolvi aproveitar para falar uma coisa muito importante: você VAI se perder em Nova York. Aceite isso no seu coração e será muito mais fácil lidar com a crise de estar perdida em uma cidade nova e também um bom jeito de lidar melhor com a ansiedade e o frio na barriga.

Assim que comprei as passagens e tive mais noção dos meus horários de chegada e partida, comecei a montar meu roteiro. A primeira coisa que fiz foi listar todas as coisas que eu já sabia que queria conhecer, depois pedi dicas para quem já tinha ido e em seguida pesquisei sobre tudo isso na internet. Abri um arquivo no Word e fui separando os lugares “por dia”. Por exemplo: Segunda: Times Square, Disney Store, MAC, blá, blá, blá. Lembre-se de ter um mapa ou de ficar com a janela do Google Maps aberta para pesquisar a proximidade das coisas. Isso vai tomar um tempinho e parece bastante chato, mas eu juro que vai ajudar MUITO quando você chegar lá. Aproveite para comprar um City Pass antes de ir, é um livretinho com ingresso para todas as grandes atrações da cidade.

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Agora, antes de postar meu roteiro, vamos falar do medo, da insegurança, do frio na barriga e de tudo aquilo que acontece quando você finalmente chega na cidade! Eu sou de São Paulo, uma cidade de 12 milhões de habitantes. Pego metrô e ônibus todo dia e já estou meio acostumada com essa “hostilidade” que existe nas cidades grandes. Mesmo assim, eu confesso que assim que saí do aeroporto e percebi que estava sozinha e muito longe de casa me senti bastante insegura e fiquei com medo do que estava por vir.

O negócio é mesmo respirar fundo e enfrentar o medo para aproveitar a viagem da melhor forma possível! Como eu já disse em outros posts, a vantagem de viajar sozinha é que a flexibilidade e o controle do roteiro é totalmente sua. Então se não estiver se sentindo preparada para alguma coisa, deixe para depois! Não sofra. Viajar limpa a alma e não precisa ser estressante.

Uma coisa importante sobre Nova York, especialmente se você está indo sozinha e pela primeira vez: aprenda a ler mapas ou não tenha vergonha de parar as pessoas para perguntar. Force o sotaque! Faça cara de turista!  A cidade é CHEIA deles e as pessoas estão acostumadas a dar indicações.

No dia em que me perdi no West Village tentando achar o prédio do Friends, uma mulher (fofa, fofa, fofa!) saiu da loja dela, pegou o iPhone, abriu o Google Maps e me ajudou a encontrar o melhor caminho para chegar lá! Eu quase não acreditei. Mas no dia em que conheci os irlandeses na ponte do Brooklyn eles me disseram que algum tinha feito o mesmo por eles. Desconfie, mas não deixe de acreditar que ainda existe gente boa nesse mundo!

Prédio do Friends

Prédio do Friends

O melhor meio de se locomover em Nova York é com certeza o metrô, mas ATENÇÃO ele é bastante confuso. Eu usei todos os dias e, mesmo assim, ontem me perdi. Os dois blogs que melhor me “explicaram” como o metrô funciona foram esses aqui:

* Viaje na Viagem http://www.viajenaviagem.com/2009/09/para-entender-o-metro-de-nova-york

* Desfazendo as malas http://desfazendoasmalas.com/2013/05/23/metro-de-nova-york

Mas recomendo que você pegue um mapa do metrô no hotel, rabisque o quanto precisar e pergunte, pergunte e pergunte de novo sempre que estiver insegura, e para lugares mais complexos: pegue um taxi! Só esteja preparado para um trânsito bastante complica a la Avenida Paulista em dia de manifestação.

Ai, droga! O post ficou enorme! Então para encurtar de uma vez, aqui vai o roteiro (com comentários) que fiz para mim:

Dia 1

  • Descobrir onde fica o metrô mais próximo, pegar um mapa e comprar o bilhete ((ah! Quase esqueci, se você pretende usar bastante o metrô compre o que vale para uma semana, é bem mais prático do que ficar recarregando))
  • Times Square (46th St Between 6th Ave and 7th Ave)
  • Forever 21 (1540 Broadway, New York, NY 10036, United States +1 212-302-0594)
  • Disney Store (1540 Broadway, New York, NY 10036)
  • Toys r us (1514 Broadway New York, NY, Estados Unidos)
  • MAC (1540 Broadway, New York, NY 10036, United States, +1 646-355-0296)

Dia 2

  • Café da manhã na Starbucks mais próxima (241 Canal St, New York, NY 10013)
  • Madame Tussauds (234 W 42nd St, New York, NY 10036, Estados Unidos)
  • High Line (Rua 30 com 10ª Avenida (desça na Penn Station e ir caminhando até o final para ficar mais perto do West Village)
  • West Village

o   Milk & Cookies Baker – 19 Commerce St, entre Bedford St e Bleecker St

o   Prédio Friends (Corner of Bedford and Grove, Manhattan, New York City, New York, USA)

  • Atravessar a ponte do Brooklyn

Dia 3

  • Comprei um City Tour de 4 horas pela Gray Line (Gray Line Visitor Center: 777 8th Avenue – Between 47th and 48th street)
  • American Museum of Natural History including Space Show (Central Park W and 79th St, New York, NY 10024)
  • Central Park
  • AppleStore

Dia 4

  • Estátua da Liberdade e Ellis Island
  • Ground Zero
  • MET (The Metropolitan Museum of Art): 1000 5th Ave, New York, NY 10028
  • Magnolia Bakery próxima do Rockefeller Center para comer o famoso Red Velvet
  • Loja da NBC que fica praticamente no mesmo prédio do Rockefeller center
  • Rockefeller Center + Top of the Rock

Dia 5

  • Empire State (350 5th Ave, New York, NY 10118)
  • Dia livre para: shopping!
  • Almoço no Little Italy Pizza
  • Wicked: 19:00 – Gershw Theatre (222 West 51st Street, New York, NY 10019, located between Broadway and 8th Avenue) – chegar uma hora antes para retirar o ingresso)

 Dia 6

  • BEA – Book Expo America (porque eu trabalho com livros e sempre quis conhecer. Aproveitei para assistir umas palestras por lá, mas a feira acontece uma vez por ano e apenas para profissionais da área).
  • Dia livre para: shopping again!
  • Almoço no P.J. Clarke’s
  • Bloomingdale’s Soho: 504 Broadway, Nova Iorque, NY 10012, Estados Unidos
  • Aladdin: 20:00 – Venue: New Amsyerdam Theatre ( 214 West 42nd Street, New York, NY) – chegar uma hora antes para retirar o ingresso)

Dia 7

  • Check out do hotel e ida para Richmond

Crises até Nova York

Quando eu tive a ideia de começar esse blog, foi justamente porque eu sou uma pessoa de crises e porque eu sabia que elas continuariam a existir na minha vida. Então hoje, eu vim aqui contar pra vocês como foi a minha chegada até Nova York e também como foram meus primeiros dias, e vou contar da forma mais sincera possível.

Primeiro, antes de sair de casa para o aeroporto, São Pedro resolveu que seria dia de chuva em SP. E isso me deixou de cabelo em pé preocupada com o trânsito que eu ia pegar para chegar lá. Fiz todo mundo (pai, mãe, irmã e namorado) correr para sair o mais rápido possível.

Chegamos cedo. E ao fazer o check-in o atendente me informou que era melhor eu não demorar para embarcar porque a Polícia Federal estava em greve e a fila para passar estava grande. Depois do chororô de despedida (e como eu chorei!), entrei na imensa fila. E adivinhem só, quando chegou a minha vez descobri que estava na fila errada! Ê, que alegria! Sinalização super benfeita, tá? Voltei pro final da fila, dessa vez a certa, e passei bem rápido pelo Duty Free, sem comprar nada.

No avião, percebi que meu sono tinha resolvido ficar em São Paulo e passei horas vendo filmes na melhor intenção de trazê-lo de volta. Só consegui um cochilo; o misto de ansiedade e medo venceram. Medo sim, porque apesar de estar muito feliz por vir sozinha, o frio na barriga sempre fica ali do lado cochichando todas as coisas que podem dar errado.

Quando cheguei em Washington para fazer a conexão para NY dei de cara com outra fila imensa na imigração. E aí eu pirei mesmo, pirei com vários outros brasileiros porque a fila não andava e o meu voo (e o de várias outras pessoas) sairia em quarenta minutos.

Respirei fundo e com o maior sorriso de “nem tô preocupada” perguntei para a mocinha que estava organizando as filas se daria tempo de pegar a conexão. Ao que ela respondeu sem sorriso nenhum: “se você perder seu voo daremos um jeito e te colocaremos em outro”. MOÇA, é o quê? Meu estômago embrulhou, minha respiração acelerou e tudo o que eu podia fazer era cruzar os dedos para a fila andar.

Ela andou. E eu descobri o por que eu faço esteira toda noite na academia. Corri (corri mesmo, gente) vinte minutos até chegar no terminal que precisava (carregando minha mochila mega pesada). Foi então que finalmente o meu sono deu as caras e eu dormi mais quarenta minutinhos no avião até aqui.

E cheguei! E Nova York é linda e ao mesmo tempo assustadora. Eu não queria perder tempo no primeiro dia, então cheguei no hotel, joguei as malas, peguei o que precisava e sem pensar muito fui até o metrô mais próximo para chegar na Times Square.

Vou ser honesta e dizer que a minha primeira reação, foi um medo tão grande que eu quase quis ficar trancada no quarto. Mas percebi que eu precisava enfrentar aquilo e sem pensar muito, porque se ficasse pensando nos “e se…” eu não ia sair do lugar.

Eu quis e planejei essa viagem por tanto tempo! Não seria justo comigo mesma deixar o medo me vencer e depois ir embora arrependida, não é?

Ganhei uma bela gripe por não ter comido e dormido direito, mas de lá até hoje já consegui ir na Times Square, High Line Park, Madame Tussauds (o museu de cera), Museu de História Natural, Central Park e a ponte do Brooklyn. Sendo que essa última vai ganhar um post especial essa semana porque, como eu disse antes, sou uma pessoa de crises (bem azarada às vezes) e o que a gente faz quando está NO MEIO da ponte, sem guarda-chuva, e cai a maior tempestade?

Vocês vão saber quarta-feira.

Enquanto isso, deixo vocês com algumas fotos que tirei até agora.

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Times Square

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Vista do High Line Park

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Virei Spice Girl no Madame Tussauds

Espero que tenham gostado do post!

Logo, logo mando mais novidades.

Beijos

Crise do armário cheio

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Tirei o dia hoje para encarar a Crise do armário cheio. Tenho certeza que vou trazer muitas roupas da viagem e que, quando voltar, não ia conseguir guardar nada e muito menos encontrar alguma coisa com o armário lotado. E todo mundo sabe bem qual é a crise que isso traz depois, né? “Não tenho nada para usar”! E isso não é bem verdade…

Comecei pelos sapatos porque, apesar de ser mulher, eles não são o meu vício e achei que seria mais fácil. Acho que uma boa dica para quem resolver fazer um dia de faxina no guarda-roupa é começar pela parte que vai dar menos trabalho. Assim a gente não desanima e vai logo se empolgando para ver tudo arrumado e menos afogado.

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Depois de mexer nos sapatos fui para os lenços, cachecóis e acessórios e só depois comecei a mexer nas roupas mesmo. Reparei então que além de muita coisa velha, em mal estado ou que eu tinha “dó” de dar embora, eu também tinha muita coisa nova e boa que eu simplesmente enjoei ou me arrependi de ter comprado e escondi de mim mesma lá no armário.

Agora, o que fazer com tudo isso?

Separei algumas alternativas que gosto bastante:

  1. A boa e velha doação! Separe peças que estão em bom estado e que podem servir para alguém que precisa. Lembre-se: em bom estado, hein?
  2. Se você quiser ganhar um dinheirinho com algumas peças que ainda tem etiqueta ou que estão em boas condições o Enjoei é uma ótima dica para isso! Para quem não conhece o site a ideia é simples: enjoou? Vende! O site tem muita coisa legal à venda e vale a pena dar uma bisbilhotada.
  3. Se você tiver habilidades com agulha, linha e máquina de costura (o que não é o meu caso) por que não customizar suas roupas e dar uma cara nova para aquela blusa sem graça? O Brechó Novo Pra Mim, além de vender roupas, lançou a ideia do Reprojeto. Vejam só a cara nova que essa camisa masculina ganhou:http://www.youtube.com/watch?v=Z3oHbxmgUZw

Desse jeito não tem desculpa para esvaziar o armário e, além disso, fica tudo organizado e a gente fica com a consciência menos pesada para comprar roupa nova, né?

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Espero que tenham gostado!

Beijos 😉

Planejando mudanças!

Photo by ₢ Thaís Marin

Photo by ₢ Thaís Marin

Quando a gente está em crise precisa fazer o quê? Comer um hambúrguer triplo com direito a batata frita e sorvete. Superar! E uma ótima maneira de superar é fazendo novos planos.

Planejar mudanças requer um pouco de autoconhecimento, mas calma! Não precisa entrar na crise do “socorro, quem sou eu?” até porque a resposta para essa pergunta pode variar dependendo do dia ou do período do mês. Você só precisa se perguntar: o que eu quero fazer e o que é bom pra mim?

No meu caso, depois de passar quatro anos sem férias e ter que sair de repente de um emprego que eu amava, resolvi que precisava de novos ares antes de buscar novas opções, e me dei de presente uma viagem para Nova York.

E sim, gente. Vou sozinha! É possível ter experiências maravilhosas quando se viaja sozinha.

  • Você decide seu destino e exatamente o que e quando fazer.
  • Planeja os roteiros do seu jeitinho sem ter que ficar negociando horários e lugares com ninguém.
  • Passa horas fazendo compras sem que ninguém te apresse.
  • Cria memórias e vínculos afetivos com um lugar novo e com um ponto de vista todo seu.
  • E pode passar mais tempo consigo mesma e com seus sentimentos para aprender a se ouvir melhor. Afinal de contas, quem passa mais tempo nessa vida com você é você mesma, e essa relação TEM que ser boa.

Claro, muita coisa pode dar errado, mas a ideia é aprender a ver o lado bom da vida! Além disso, se a gente não der a cara a tapa e experimentar novas dificuldades, quem fará isso por nós?

Imagine que a sua vida é um livro e que você é o único que pode preencher as páginas em branco. E aí? O que você quer viver?

Confesso que planejar uma viagem totalmente sozinha está me trazendo novas e novas crises: e se eu me perder? O que eu faço primeiro? Qual lugar é melhor visitar? Monto um roteiro antes ou deixo a vida me levar? Passagem? Cartão de viagem? Comprar dólar? Lista de compras? Seguro de viagem? Conexão de voo? Quantas malas? O que levar na mala? Ai meu Deus: a mala (só essa vai dar um post inteirinho semana que vem) !!!

Tentei fazer tudo sozinha pelo site da Decolar.com e confesso que não me senti tão segura já que vai ser minha primeira vez na cidade. Resolvi então buscar uma agência de viagens para me ajudar e optei pela CI, Central de Intercâmbio, até porque fiz intercâmbio com eles em 2006. Ou seja, já viajei sozinha antes e com apenas 16 aninhos. Hoje olho pra trás e penso que foi uma grande loucura, mas também tenho certeza que foi uma das melhores experiências da minha vida.

Comprei o pacote City Breaks e adicionei algumas noites extras. Além disso, aproveitei pra encaixar uma passagem até Richmond, capital do estado da Virgínia, que foi onde eu morei em 2006 para poder visitar algumas pessoas que eu morro de saudade!

O frio na barriga não passa e a ansiedade já está transbordando, será que sobrevivo até o dia do embarque?

E você? Qual é a sua crise de hoje e o que quer fazer com ela?

Vamos falar de crise!

Photo by ₢ Thaís Marin

Photo by ₢ Thaís Marin

O dicionário traz alguns significados muito interessantes para a palavra crise:

  • Estado de súbito desequilíbrio mental ou emocional;
  • Fase difícil na evolução de um processo ou situação;
  • Estado de incerteza ou ruptura em relação a escolhas, crenças e etc.;
  • Surgimento ou manifestação repentina de um sentimento;
  • O mesmo que crise dramática.

E em momentos de crise, a palavra “doce” costuma dançar bastante dentro da minha cabeça com apenas um significado: chocolate.

Mas não foi para falar da minha compulsão por doces que eu vim aqui (pelo menos não hoje). Foi para falar que “estado de incerteza ou ruptura em relação a escolhas” e “manifestação repentina de um sentimento” foram justamente as razões que me trouxeram até aqui.

Só que não foi apenas um sentimento. Foi um acúmulo de pequenas crises que eu resolvi colecionar nos últimos quatro anos. Eu quis tanto ser mais do que eu era que acabei matando pequenos detalhes de mim que me faziam ser… eu!

Morar em uma cidade insana como São Paulo, enfrentar o caos do transporte público (ou do trânsito) todos os dias para ir trabalhar, e apenas o simples fato de ser mulher nos dias de hoje, pode ser bastante destrutivo se a gente não souber como lidar com as crises. Sejam elas pequenas ou grandes! Estou falando daquela espinha que aparece no meio da sua testa em um dia superimportante, da calça que não fecha mais, de perder o emprego dos sonhos ou até mesmo de uma morte na família.

A vida é feita de crises, mas e se elas não precisassem ser tão amargas?

Esse blog surgiu de uma crise e da minha vontade de mostrar para o mundo que mesmo depois que a gente sofre e faz um drama, a vida ainda é linda e apresenta milhares de novas opções para continuar! No melhor estilo “sacode a poeira dá a volta por cima”.

Vamos lá?

Aqui a gente vai falar da vida, vai rir e vai chorar. Vai falar de crise e de como contornar! Vai falar de viagem, de música, de livros, de maquiagem e de saúde e bem-estar que são todas as pequenas coisas que a gente precisa pra seguir em frente.

Quem aí já teve uma crise hoje?