Quarentena

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É estranho como, subitamente, os problemas pessoais ficaram pequenos diante de um problema que atinge o mundo. O que é meu sobrepeso perto das aflições de fechamentos de fronteira? O que são as decepções amorosas perto de quem não consegue voltar para casa?

Essa falta de data para se saber o desfecho das coisas, essa quebra de rotina que, por força maior, nos faz cancelar compromissos, rotinas e ficar em casa, tem me feito questionar toda a correria dos dias. Por que tanta pressa?

Da noite para o dia, de repente, fomos todos obrigados a cuidar. Cuidar de nós mesmos e dos outros. Seja ficando em quarentena, seja lavando as mãos, seja repensando a alimentação e suplementação para intensificar a imunidade, seja aproveitando todas as artes com mais tempo.

Eu me recuso a deixar que os pensamentos fiquem presos só na parte negativa desse cenário que mais parece um episódio de uma série apocalíptica. Sabe aquele ditado: “depois da tempestade, sempre vem o Sol”? É triste que tenhamos que passar por uma epidemia para compreender que somos frágeis, sensíveis e humanos, mas é a primeira vez que vejo tantos chefes de estado repensando as ações para um bem comum. Quem ainda não repensou os próprios hábitos, não percebeu o chamado do universo para darmos uma pausa.

Se cuidem e aproveitem o tempo ocioso para apreciar a arte: ela aproxima as pessoas e povos. Usem a imaginação para sair de casa sem sair do lugar. Os livros, os filmes, e as músicas serão grandes companheiros agora.

 

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